Consumidor, o poder está em suas mãos

O consumidor é quem dá as cartas do jogo

No final de 2009, concluídas as negociações da conferência do clima em Copenhague, líderes de diversos países chegaram a um acordo que reconhecia como sério o problema das mudanças climáticas, estabelecendo metas de redução de emissão de poluentes para os próximos anos. O resultado, entretanto, foi tido como um grande fiasco, principalmente porque não garante que os países de fato cumprirão o estabelecido. O caso em questão é mais um exemplo de “externalidade negativa” em economia.

Em outras palavras, um determinado país paga apenas parte dos custos de manter um nível de poluição alto. A outra parte é transferida para outros lugares. Ou seja, poluir é relativamente “barato” do ponto de vista individual de cada país. Mas o resultado disso é potencialmente desastroso, já que todos os países acabam poluindo em excesso. É pra isso que serve o badalado crédito de carbono. Ou seja, pra nada !

Uma solução normalmente aventada para o problema da externalidade é a taxação. Nesse sentido, o governo tenta alinhar (por meio de um imposto) o custo individual ao custo social, provendo os incentivos corretos a poluir. Por exemplo, em uma área metropolitana, o proprietário de um veículo acaba afetando outras pessoas com suas ações, na medida em que despeja poluentes no ar. Ao taxar o indivíduo (com um imposto sobre a aquisição do veículo, sobre a gasolina ou pedágio urbano), o governo fará com que ele pague (pelo menos em parte) também estes custos sociais, diminuindo assim seus incentivos a poluir. Mas no caso das mudanças climáticas, os efeitos são espalhados entre países.

E não há um governo mundial capaz de impor punições à poluição excessiva de um determinado país. Não surpreende, assim, que a conferência do Copenhague não tenha dado basicamente em nada. Se a comunidade internacional não é capaz de impedir a Coréia do Norte de adquirir armas nucleares, o que fará quando China ou Estados Unidos desrespeitarem as metas de emissões?

O que move esse capitalismo poluidor, é o consumo. E somente o consumidor é capaz de quebrar essa inercia dos politicos , exigindo produtos de qualidade, produtos que foram produzido sem a degradaçao ambiental.

será necessario mais uma quebra financeira pra o mundo acordar pra isso ?  I think.

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