Battisti, de assassino vira ex-ativista no Brasil

 

Eu havia preparado um texto sobre o caso Battisti porém resolvi publicar na integra este, do autor Wálter Fanganiello Maierovitch, Jurista e professor. Logo após, minhas reflexões sobre o assunto.

Battisti, de assassino vira ex-ativista no Brasil

O tratamento dado ao pluriassassino Cesare Battisti mostra como o Brasil, interna e externamente,  é pródigo com criminosos e, também, desumano para com a memória das vítimas fatais do extremismo  e para com as suas famílias.

A propósito, o Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu ser legítima a lei de anistia de 1979, feita durante o regime ditatorial e a fim de assegurar impunidade a assassinos, torturadores e seqüestradores que desapareceram com corpos de sequestrados.

Ditadores sanguinários sempre foram acolhidos no Brasil. É da nossa tradição afirmou, em entrevista e com todo acerto, o ex-ministro Franklyn Martins. Um dos ditadores, o paraguaio Alfredo Stroessner Matiauda, morreu de velhice em 2006, às margens do lago de Brasília, numa suntuosa mansão. Stroesner, como os ditadores brasileiros fardados, estiveram envolvidos na célebre Operação Condor, de eliminação de resistentes às ditaduras de Brasil, Chile, Argentina, Uruguai e Paraguai.

As Cortes de Direitos Humanos já firmaram orientação de não considerar “crimes políticos” os que se resultarem em derramamento de sangue.

Crimes políticos são apenas os de opinião (caso do artista plástico chinês colocado ontem em liberdade). Portanto, e peço licença para repetir pela milésima vez um exemplo, ou seja,  se uma pessoa matar a nossa presidente e, em outro país e para tentar evitar a extradição alegar motivação ideológica, não será tido como autor de um crime político.

Ora, Battisti, num estado democrático de Direito, foi autor e partícipe, como membro da organização clandestina denominada Proletariados Armados para o Comunismo (PAC),  de quatro assassinatos.

A meta do PAC era liquidar com o partido comunista italiano, segundo maior no Parlamento, e derrubar o regime democrático, de modo a substituí-lo por uma regime stalinista.

À época, não era Battisti, na Itália, um ativista político. Ao contrário, era um terrorista (um ladrão que descontava pena e ingressou na prisão no PAC) envolvido em luta armada para a derrubada de um estado democrático presidido por Sandro Pertine, do partido socialista italiano.

No Brasil, onde Lula negou a sua extradição com base na suposição de que a “exuberância da democrática italiana” causaria riscos à integridade corporal do extraditando  e que ele experimentaria perseguições, Battisti passou a ser catalogado como “ex-ativista”.

Terrorista e covarde sanguinário que mata pelas cotas, — e que depois vai passar férias na Sardenha e conta à namorada (testemunhou na Justiça) a sensação de presenciar o sangue do atingido  jorrar e  a expressão de desespero da vítima surpreendida com o ataque e a chegada da morte–,   transforma-se no Brasil em  “ex-ativista”.  E isso graças a Tarso Genro, que cunhou para Battisti o termo  ” ex-ativista”.

Pano Rápido. Viva o Brasil.

–Wálter Fanganiello Maierovitch–

Após essa leitura, eu fico pensando porque o brasileiro nao se impele a fazer marchas em defesa da justiça, de nossa brasilidade, de nosso pais como potencia…Nós nos preocupamos com nossa imagem la fora, e como podemos ficar passivos e apenas a reclamar sem nenhuma pressao popular em repudio ao assassino Battisti ? como ter moral e levantar a cabeça sabendo que a imagem que fica é que nós, o povo brasileiro, concorda com a decisao do Tarso Genro de transformar esse criminoso em ex-ativista ???

Fico triste com essa situação. Mais uma fragmentaçao do patriotismo brasileiro se esvaindo e ninguem percebe.

saudades dos caras pintadas…. esses ao menos, fizeram historia pelo páis que viviam.

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