Elogio da loucura

“Já que a raça humana insiste em ser completamente louca – já que todas as pessoas, do Papa ao mais humilde pároco de aldeia, do mais rico dos homens ao mais miserável dos mendigos, da honrada dama em suas sedas e cetins à mulher vulgar em seus vestidos de chita – já que todas decidiram firmemente a não usar o cérebro que Deus lhes deu, mas insistem em se deixar guiar inteiramente pela ambição, pela vaidade, ignorância, porque, em nome de uma divindade raciona, deveriam as poucas pessoas realmente inteligentes perder seu tempo e esforço tentando mudar o gênero humano, transformando-o em algo que ele jamais desejou ser? Deixemo-lo viver feliz em suas loucuras. Não o privemos daquilo que, acima de tudo, lhe da maior prazer – seu infinito poder de se tornar ridículo.” – Erasmo de Rotterdam, em Elogio da Loucura.

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