O Marxismo Ortodoxo segundo George Lukács

Antes de adentrar nesse assunto, se faz necessário uma breve apresentação de uns conceitos prévios.

Que é dialética?  é um método de diálogo cujo foco é a contraposição e contradição de idéias, conceitos, pensamentos que leva a outras idéias e afins.

Que é a Praxis de Marx ? A práxis revolucionária é então uma atividade teórico-pratica em que a teoria se modifica constantemente com a experiência prática, que por sua vez se modifica constantemente com a teoria. A práxis é entendida como a atividade de transformação das circunstâncias, as quais nos determinam a formar idéias, desejos, vontades, teorias, que, por sua vez, simultaneamente, nos determinam a criar na prática novas circunstâncias e assim por diante. A práxis é ação com conhecimento.

DIALÉTICA MATERIALISTA –  Esse método – para saber a verdade descobrindo as contradições em idéias presentemente predominantes e, por extensão, nas relações sociais às quais elas estão ligadas – expõe a luta básica entre forças opostas. Para Marx, é apenas tornando-se consciente da dialética de tais forças opostas, em uma luta pelo poder, que os indivíduos podem se libertar e mudar a ordem social existente. ( REVOLUÇÃO DA LUTA DE CLASSE)

Quando Lukács propõem um Marxismo Ortodoxo, ele estava criticando as correntes marxistas da época e ao mesmo tempo  tornava-a a única capaz de, simultaneamente, guardar a fidelidade ao espírito de Marx e assegurar o desenvolvimento crítico-criador do marxismo (nas palavras Lukács, “o renascimento do marxismo.

Isso posto, seguimos

O  pensador húngaro elabora um discussão genuinamente radical, desqualificando qualquer possibilidade de pensar uma análise marxista presa a dogmas, “verdades absolutas” e trazendo a reflexão sobre a ortodoxia para o foco no método, provando a brilhante dialética de que o método marxista ortodoxo pressupõe, essencialmente, um método heterodoxo. Ou com outras palavras, um dos pontos centrais dessa crítica de Lukács: a ortodoxia marxista pressupõe, necessariamente, uma crítica revolucionária, ou seja, heterodoxa.

            Lukács basicamente chama à atenção para o fato (q deveria ser óbvio) q a teoria marxista é uma reflexão baseado num método de investigação, e não em conteúdos ou “leis” universais. Logo, a crítica material-dialética é por excelência uma concepção revolucionária. Ou seja, está sempre buscando criar rupturas com concepções estabelecidas e transformar o homem.

            Em outras palavras, segundo o Lukács, se o método marxista não estiver presente, dificilmente se atingirá alguma verdade, sendo esta substituída por meras opiniões e palpites, muitas vezes construídos sem qualquer conexão com a realidade.

            Mas a ortodoxia na utilização do método não deve ser seguida de dogmatismo, isto é, o método é imprescindível, mas não garante, por si só, que verdades serão atingidas. Nada mais falso, do ponto de vista dialético, do que afirmar tal coisa.

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