Escola de Frankfurt. 1920-1950

 

Escola de Frankfurt. 1920-1950

            A quinta geração da Escola de Frankfurt desenvolveu a Teoria Critica da Sociedade a partir da metade da década de 20. Entre seus integrantes destacam-se  Max Horkheimer, Theodor Adorno,  Herbert Marcuse e posteriormente Jürgen Habermas. Tal teoria populariza o conceito de ” cultura de massa ” e ” industria cultural”.
No inicio do século XX, com um crescente aumento de uma classe média, o principio marxista da luta entre proletariado e burguesia encontrava-se cada vez mais distante da realidade, o que passou a ser questionada pelos frankfurtianos. Desse modo, nasceu a Escola de Frankfurt, a qual se dedicou ao estudo dos problemas tradicionais do movimento operário, unindo trabalho empírico e análise teórica.
Segundo Danilo Marcondes, os autores ligados à Escola de Frankfurt não se pretendiam realmente comentadores ou intérpretes do pensamento de Marx, mas tinham como proposta buscar inspiração no marxismo para uma análise da sociedade contemporânea.  Enquanto a teoria crítica deve em todas as vezes ser autocrítica, Horkheimer insistiu que uma teoria é somente crítica se é explicativa. A teoria crítica deve, portanto, combinar pensamento prático e normativo para que possa “explicar o que está errado com a realidade social corrente, identificar atores para mudá-la e fornecer normas claras para o criticismo e finalidades práticas para o futuro.
Para os frankfurtianos, a razão que desponta com a valorização da ciência cada vez mais evidente, trata-se de uma razão instrumental. Assim, o que se tinha era uma racionalidade de cunho positivista que visava a dominação e intervenção na natureza a serviço do poder do capital, estendendo-se esta dominação também aos homens, cada vez mais alienados dos processos sociais em que estavam envolvidos. Logo a ciência não seria imparcial, mas controlaria o exterior e o interior do homem.
Ainda segundo Danilo Marcondes, para a Escola de Frankfurt alguns dos aspectos centrais dessa dominação da técnica seriam a indústria cultural e a massificação do conhecimento, da arte e da cultura que se produzia naquele contexto diluindo-se assim a força expressiva de cada um, seus significados próprios, transformando tudo em objeto de consumo.

 

 

Cultura Popular, Industria Cultural e Mídia.

            O termo cultura para essa Escola não é o mesmo que costumamos usar em antropologia. Em Frankfurt, tal vocábulo é associado a filosofia, as artes e a música.          
            Por cultura popular entende-se a diversidade cultural oriunda em camadas sociais baixas, em oposição a “verdadeira educação” das classes altas. Aqui podemos distinguir que quanto mais alta é uma classe social, mais homogênea são as opções culturais. Com o alargamento da classe média, temos inicio da Industria de Massa, ou seja, tal industria estava encarregada de suprir a demanda cultural dessa nova classe social, massificando, rotulando e alienando a massa da população. Tal pensamento pessimista e desencantado é facilmente detectado em analises de Hokeimmer e Adorno ao seu período histórico.
Nesse contexto frankfutiano, temos a importância da industria midiática. Dentro dessa visão pessimista temos que a mídia de massa acaba por furtar das pessoas as experiências pessoais e embora pareçam compensar isso, intensificam o seu isolamento moral da realidade e delas mesmas.
Nesse processo, os acadêmicos de Frankfurt viam a massificação cultural como um sobrepujamento as demais culturas tanto da alta sociedade como das classes mais baixas. E alem disso, despejavam criticas severas quanto a qualidade do que era consumido, literatura, artes, filmes etc.  Os frankfurtianos partem da hipótese que a consciência não é mais livre na sociedade industrial uma vez que a realidade tecnológica envolveu a todos sendo a Industria da Mídia a principal responsável pela divulgação de tal consumo de massa.
O artigo “O fetichismo na música como regressão da audição”, escrito em 1938, representa um marco para o tipo de análise elaborada pela Escola. Nele Adorno desenvolve de maneira sistemática a relação entre cultura e mercadoria. Retomando a noção de fetichismo trabalhada por Lukacs, ele procura compreender como a cultura, de valor de uso, se transforma em valor de troca. . A indústria cultural aparece portanto como uma fábrica de bens culturais que são comercializados a partir de seu valor de troca.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s