Carta Aberta aos meus amigos de direita.

“Amigão, eu já fui pra rua.

Fui criticar o mesmo governo que você. Na época você reclamou do trânsito, reclamou da sujeira. Apoiou a PM: “tem que bater nesses vagabundos”.

Os “cronistas” que você lê disseram que as passeatas não serviam para nada. A revista que você lê disse que Maycon Freitas (quem?) era o grande novo líder do Brasil.

A gente tomou a Paulista. Depois tomamos a Cinelândia. Depois tomamos o congresso. Eu fiz o que pude, tomei a rampa da prefeitura da minha cidade do interior. Cada um fez o que pode. A gente balançou o Brasil.

Mas recuamos. Recuamos porque, de repente, alguém levantou um cartaz pedindo intervenção militar. Alguém falou em pena de morte. Alguém quis se aproveitar do nosso movimento para fazer perseguição partidária.

ôpa, aí não.

Aprendi com isso (e com Marina Silva, depois) que não se faz política “sem partido” (era o que a gente gritava). Mais do que partido, sem “posicionamento”. Nada é neutro. Abracei de vez o meu partido e a minha posição, e vi vocês, sozinhos, minguarem o movimento que não começaram.

Não posso me opor a nenhuma manifestação popular. Que se manifestem. E nem podem me acusar de não criticar o mesmo governo. Já fiz isso, sem o teu apoio, em 2013.

Se não te apóio, não é porque a tua conclusão é injusta. Mas o teu argumento é vil, a tua visão de mundo é egoísta e a tua forma de pensar é mesquinha.

De resto, não me preocupo. Ao contrário de nós, vocês serão muito bem tratados pela polícia.

Mas não me convidem.”

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